Procura
Contactos
Os nossos e-mails:
cidadaniaecasamento@gmail.com
Para organização de debates:
debate@casamentomesmosexo.org
Para envio de documentos:
documentos@casamentomesmosexo.org
Contacto de imprensa:
imprensa@casamentomesmosexo.org
A nossa morada:
Apartado 50.003, 1701-001 Lisboa
PORTUGAL
Ajude-nos
Transferência bancária:
NIB 0010 0000 4379 5060 0013 0
| Referendo, promessas e direitos fundamentais. Catarina Almeida. Expresso |
|
|
| Sábado, 05 Dezembro 2009 06:00 |
|
Catarina Almeida Está em curso por todo o país mais uma movimentação inesperada e louvável da sociedade civil enquanto tal: pais, mães, filhos, associações, grupos de amigos, de colegas, ubi societas ibi jus. Desta feita está em causa mais um ataque déspota do governo socialista à própria sociedade, sob a forma da alteração nuclear dos pressupostos e do conteúdo do contrato de casamento, mascarado sob o simpático – mas falso – aspecto de alargamento do substrato de acesso a um direito fundamental.Para que não haja equívocos, estamos diante de uma notável contradição, aliás, de inúmeras contradições surpreendentes. Em primeiro lugar, não quero deixar de retomar a argumentação do Ministro Lacão no programa Prós e Contras da RTP: é um problema de coerência política, o PS prometeu, o PS tem que cumprir. Ora é evidente que todos os portugueses deitarão salvas de palmas por este país fora cada vez que o Eng. Sócrates usar este critério na governação do país, mas não nos podemos esquecer que o programa do PS submetido a eleições, obteve cerca de 2 milhões de votos, e que actualmente – quer se goste ou não se goste – os escolhidos de José Sócrates constituem governo de 10 milhões de portugueses. O argumento da coerência política é justo, mas proponho ao Governo que neste caso, sim, “alargue” o acesso ao direito de participação na vida política aos mais de 5 milhões de portugueses que não votaram no PS…! Qual instrumento melhor que o referendo nacional? O último aspecto que me parece fundamental nesta questão que pode alterar dramaticamente os destinos de Portugal é o risco da descaracterização dos direitos fundamentais, quando são tratados com leviandade. Um direito fundamental tem características precisas e exactas, e não pode nem deve ser confundido com desejos ou coisas desejáveis. Todos desejamos que os nossos filhos nasçam sãos, mas não temos “direito” a que isso aconteça; todos desejamos que a paz reine nas nossas nações, mas existirá verdadeiramente um “direito à paz”? Esta é uma discussão que tem ocupado muitos dos mais importantes juristas europeus e norte-americanos, como Marta Cartabia e Joseph Weiler, e começa a ser um critério utilizado pelo próprio Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Os direitos podem ser identificados objectivamente, com determinados pressupostos, sujeitos, objecto e garantias, e não estão – nem poderão estar – à mercê do relativismo das opiniões. Mandatária da Plataforma Cidadania Casamento |
| Actualizado em Segunda, 07 Dezembro 2009 14:14 |

